Eu queria te escrever um poema de linhas indiretas
Pra te dizer do amor, do afeto, do carinho e da admiração
Onde a beleza de suas conexões imagéticas
Pudessem estar contaminadas da coerência dissonante de um afeto perdido
Mas as minhas palavras só queriam dizer uma coisa
Que me desconcentrava da vida e faziam a vida mera vida desvivida
Mas que coisa era essa de um instante devastador
Instaurar um estado de absorção intrigante e eloquente
Esse estado que mobiliza a mente, o corpo e a vontade de viver
Eu que fui pra ti viver
Eu que fui percorrer pra em ti renascer
Nascimento de uma nova primavera
Que com seus beijos começaram
Uma nova vida
Eu que fui e sendo o que nunca fomos
Nada mais será como outrora nas manhãs de primavera
Onde estar contigo foi a mais preciosa verdade daquele fugitivo então
Então que te digo com palavras essa coisa tola da paixão
Não era mero em vão…
Era profundo sentir em ti então?